domingo, 12 de junho de 2011

A minha Paz vos dou


"... a minha paz vos dou... " (Jo 14.27.)

Dois pintores pintaram, cada um, um quadro para ilustrar a ideia de paz. O primeiro escolheu como cena um lago sereno entre montanhas distantes. O outro passou para a tela uma cascata soberba, com um frágil galho pendendo por sobre as suas espumas; e numa forquilha do ramo, quase humedecido pela névoa, um ninho com uma avezinha.
No primeiro quadro estampava-se estagnação, no segundo,descanso.

A vida de Cristo, exteriormente, foi uma das vidas mais açoitadas: tempestade e tumulto, tumulto e tempestade, as ondas lançaram-se sobre aquela vida em todo o tempo, até que o corpo açoitado foi deixado no túmulo. Mas na Sua vida interior reinava grande calma.

A qualquer momento podia-se ir a Ele e achar paz. E ainda quando os perseguidores O seguiam pelas ruas de Jerusalém, Ele voltou- Se aos discípulos e ofereceu-lhes, como último legado, a Sua paz.

Descanso é o repouso de um coração profundamente assentado em Deus.

Drummond

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Quem foi João Ferreira de Almeida?

João Ferreira Annes d’Almeida nasceu na povoação de Torres de Tavares da freguesia de Várzea de Tavares, c

oncelho de Mangualde, em 1628.

Não se sabe quem foram os seus pais nem os seus parentes mais próximos.

Depois dos seus pais morrerem, provavelmente, foi levado para Lisboa onde foi entregue a um tio que era Sacerdote católico romano. Foi com o seu tio que na sua educação teve várias disciplinas como o Latim, o que mais tarde lhe viria a ser útil.

Terá vivido em Lisboa até 1640 ou 1641 e não se sabe ao certo porquê, mas foi para o estrangeiro quando Portugal estava com o reino com uma independência recentemente restaurada. Assim, com 13 anos de idade, foi para Amesterdão na Holanda, mas fica por aí pouco tempo e em 1642 foi para Batávia, actualmente Jacarta, na Indonésia e depois para Malaca.

Foi durante a viagem de Batávia para Maláca que ele começa o seu ministério: alguém lhe ofereceu um pequeno livrete, escrito em castelhano, e ele traduz para português anos mais tarde com o título Differença da Christandade. Foi com a leitura deste livrete que ele abraça a Fé Reformada (Protestante) e começa a frequentar a Igreja Reformada Holandesa da língua portuguesa.
Enquanto viveu em Malaca, de 1642 a 1651, colaborou com a comunidade protestante de lá através de visitas a doentes, apoio a marinheiros, ensino a crianças e ao mesmo tempo e com apenas 16 anos, João Ferreira de Almeida começa a traduzir a Bíblia para português.

João Ferreira de Almeida volta para Batávia em 1651 e começa a frequentar um curso de preparação teológica e vai estudar para o Seminário da Igreja Reformada Holandesa dessa cidade. Acaba o curso em 1654 e faz dois anos de estágio nessa cidade. Assim, João Ferreira de Almeida torna-se o primeiro pastor português.

Em Outubro de 1656, Ferreira de Almeida, a sua esposa, Lucrécia de Lemos e o seu colega Baldaeus vão para o Sul da Índia e Ceilão onde são missionários durante muitos anos.

Em Maio de 1663 volta para Batávia definitivamente e assume a responsabilidade da Igreja Reformada de Batávia, de língua portuguesa, que dirigiu até morrer.

Foi nos últimos anos da sua vida que, Ferreira de Almeida viu a primeira edição do Novo Testamento traduzido por ele.
Esta obra foi publicada em Amesterdão, na Holanda e viria a ser distribuída fundamentalmente no Extremo oriente, onde já conheciam a obra de Ferreira de Almeida pela sua passagem lá.

Almeida ainda traduziu a maior parte do Antigo Testamento e faleceu antes de traduzir o final do livro de Ezequiel, o livro de Daniel e os Profetas Menores, este trabalho seria acabado por o Pastor Holandês Jacobus op den Akker, que foi um colaborador de Almeida.

Ferreira de Almeida teve uma filha e um filho a quem foi dado o nome de Mateus.

Ainda traduziu pequenas obras que deram alguma polémica, tendo em conta a crispação religiosa da época.

Provavelmente, morreu em Agosto de 1691.

Em 1981, pelo 300º aniversário da primeira edição do Novo Testamento a sua terra natal, Torre Tavares fez-lhe uma pequena homenagem e em Maio de 2006 a Câmara Municipal de Mangualde homenageou a personalidade e a obra de João Ferreira de Almeida, atribuindo a uma rua da cidade o seu nome.

Adaptado,

Priscila Duarte

segunda-feira, 4 de abril de 2011

REFÚGIO

Quando precisamos de um refúgio, alguém que nos ouça, que nos compreenda… precisamos de uma caverna para nos esconder.

Mas para quem nos voltar quando não há ninguém a quem contar nossas dificuldades? Onde encontrar coragem?

Davi esteve nesta situação e voltou-se para o Deus vivo e descobriu nEle um lugar para descansar e recuperar-se. Encurralado, ferido pela adversidade, lutando com o desânimo e o desespero, ele escreveu estas palavras: “Em ti, Senhor, me refugio” (Sl 31:1).

Quase sem forças e com o espírito quebrantado, Davi implora por um ”refúgio”, um lugar protector, seguro e secreto. Ele diz ao Senhor que Ele se tornou o seu refúgio. Nele, o homem aflito encontrou ânimo.

Porque precisamos de um refúgio? Ao lermos o Salmo 31 encontramos três respostas.

Primeiro, precisamos de um refúgio porque estamos aflitos e sofrendo. Já conhecemos este sentimento, não é? Os olhos ficam vermelhos, o peso do sofrimento esmaga… é então que precisamos de um refúgio.

Necessitamos de um refúgio porque somos pecadores e a culpa nos acusa. Há muito sofrimento envolvido nessas palavras. É embaraçoso. Sentimentos do tipo: “foi culpa minha!” ou “sou culpado” são palavras duras de admitir. Procuramos desesperadamente um lugar onde ocultar-nos.

Terceiro, necessitamos de um refúgio porque estamos cercados por adversários e as incompreensões nos atacam. Precisamos de um lugar onde nos esconder e sarar. Alguém disposto, afectuoso, disponível. Um confidente. Um companheiro de armas. Não conseguimos encontrar um? Porque não compartilhar do abrigo de Davi? Aquele que ele chamou de “minha Força… minha Rocha… minha Fortaleza… meu Baluarte… minha Torre Alta”.

Nós o conhecemos hoje por outro nome: Jesus. Ele continua disponível.

quinta-feira, 31 de março de 2011

Descansa!

Num dia chuvoso me abrigarei em ti

Quando o mar rugir, tu serás a minha rocha

Na escuridão da noite tu te fazes sentir

Posso em ti confiar, pois eu sei que não vais falhar


No vale sombrio, tu estás comigo

Me livras do mal, autêntico abrigo

Em ti eu descanso na tribulação

Pois tu És meu Jesus, dono do meu coração


Pode mesmo vir a onda, ou o vento, a tempestade

Tu serás comigo sempre em qualquer dificuldade

A tua palavra me consola, sim consola o meu viver

Doces, belas palavras, são palavras de poder.


sexta-feira, 25 de março de 2011

O bolo do Presidente


Certo dia, uma senhora idosa pediu uma entrevista ao Presidente dos Estados Unidos. O Presidente A. Lincoln perguntou-lhe: "O que posso fazer por si?" - "Senhor Presidente - disse a senhora - eu não vim para lhe pedir nada. Vim simplesmente para lhe oferecer um dos seus bolos preferidos".

Após alguns instantes de silêncio, o Presidente, visivelmente emocionado, respondeu: "Milhares de pessoas vieram pedir-me favores, mas é a primeira vez que alguém vem simplesmente para me oferecer uma prenda. Fico-lhe muito grato". A senhora voltou para casa muito feliz por ter alegrado o coração do Presidente, que ela estimava.

Esta história verídica mostra que há alegria em dar prazer àqueles que amamos. Que alegria encontrar a pessoa amada para passar tempo com ela, agradar-lhe e não somente pedir-lhe favores ou coisas de que necessitamos. Amamos a Deus e aprendemos a conhece-lo melhor quando escutamos a Sua voz, falamos com Ele e nos entregamos inteiramente nas Suas mãos.

A leitura da Bíblia e a oração são, por isso, muito importantes. Também amamos a Deus quando O respeitamos, Lhe obedecemos e amamos o nosso próximo.

Como é que estamos a amar a Deus? Será que oramos somente quando precisamos de algo, da Sua protecção, só para obter uma bênção e depois esquece-lo o resto do tempo? Feliz é aquele que sabe saborear a presença de Deus"

"... abundantes alegrias há na Tua presença. A vida ao Teu lado é um gozo permanente!"Justificar completamenteSalmos 16:11

AP

quarta-feira, 9 de março de 2011

Por causa das muitas opressões os homens clamam… Porém ninguém diz: Onde está Deus que me criou, que dá salmos durante a noite?

(Jó 35:9-10).

E OS DIREITOS DE DEUS?

Todos, ou quase todos, estão convencidos de que é essencial respeitar os direitos das outras pessoas. Mas, também não seria normal respeitar os direitos do Criador? Se eu fabrico um objeto, posso fazer com ele o que bem quiser. Se tenho filhos, eu os educo da maneira que melhor me parece. Então, fica evidente que Deus também tem direitos sobre Suas criaturas.

Ele tem o direito de ser servido, mas quem reconhece Sua autoridade hoje em dia? Quem está disposto a se inclinar diante dEle, declarando: “Antes que os montes nascessem, ou que tu formasses a terra e o mundo, mesmo de eternidade a eternidade, tu és Deus” (Salmo 90:2)?

Ele tem o direito de ser obedecido, mas quem se preocupa em conhecer a vontade dEle, a qual está expressamente revelada na Bíblia?

Ele tem o direito de ser amado porque nos amou primeiro, a ponto de enviar o Senhor Jesus Cristo para morrer em nosso lugar. Que amor sublime!

Ele tem o direito de ser recebido. Quando o Senhor Jesus veio ao mundo, Ele foi rejeitado; quando nasceu, a humanidade Lhe ofereceu uma manjedoura; quando morreu, uma cruz. Entre os dois fatos, poucos foram os que O receberam com a honra devida. Até Seus discípulos o abandonaram. Porém, Jesus ressuscitou e ainda Se dirige a nós de diversas maneiras. Você quer reconhecê-Lo como seu Deus e Salvador, e assim também reconhecer os direitos que Ele tem sobre você?

Boa Semente - 09 de Março 2011